A governança jurídica é um tema pouco explorado ainda na literatura especializada, mas que ja possui relevância reconhecida, ainda que, por outro lado, a denominação não o seja.
Os fatos sociais mais uma vez superam a resistência não só as mudanças, mas também à ideia equivocada que o investimento nos advogados da empresa e um custo desnecessário, pois o Direito seria estático o suficiente para não comportar essa exigência de contínua reciclagem e interconexão com diferentes áreas da empresa.
Os gastos diretos e indiretos são percebidos, sendo os advogados responsabilizados pelas mazelas que se verificam, em desfavor, na verdade, da acuidade em relação aos fatos e as escolhas que são da própria gestão.
Um departamento jurídico sem a necessária estrutura e investimento em capacitação não possui os necessários instrumentos para uma atuação consistente, por mais dedicados que sejam os profissionais, que não raro precisam custear com recursos próprios cursos de aprimoramento e a aquisição de obras específicas.
Trata-se, na verdade, de uma exploração indevida da mão de obra do advogado, que, como qualquer outro profissional requer instrumentos para a fiel execução do seu trabalho.
É como se o advogado fosse um operário na construção de um prédio sem o equipamento de segurança, manuseando material de baixa qualidade.